Começando uma série de posts
abordando os livros/série ‘Game of Thrones’ no universo criado pelo escritor
George R. R. Martin, primeiramente vou expor a história para depois fazer uma
abordagem dos elementos da série, de fã e devaneador...
"Geografia" e os nativos de
Westeros
No mundo criado por Martin, temos
basicamente três continentes: Westeros,
Essos e Sothoryos. Nossa
história se passa quase integralmente em Westeros, pois o enredo se trata das
tramas, lutas e bastidores dos Sete Reinos, de personagens vindos de diferentes
famílias, cada um com sua história e perfil próprios. (Muhahahaha!). Sobre o
continente, destacarei dez áreas, sendo que apenas os sete primeiros domínios
dão nome ao “país”: o Norte (até a
Muralha), Terras do Rio Tridente (Centro), Vale de Arryn (Nordeste), O Rochedo (Oeste), A Campina (Centro Sul), A Baía dos Naufrágios ou A Tempestade (Sudeste), Dorne (Sul, parte mais meridional), e mais as Ilhas de Ferro (Noroeste), Para-Lá-da-Muralha (até as terras não mapeadas), Pedra do Dragão (e
demais ilhas no “Mar Estreito”, a Leste).
Partindo
da teoria geográfica da Deriva Continental, a meu ver o mundo de Martin um dia
também foi um só, separando-se posteriormente e originando todas as áreas. Em
(eu diria) 20 mil anos, surge o primeiro povo nativo de Westeros, os chamados “Filhos da Floresta”. Descritos como
homens baixinhos, de pele escura, vestiam-se com folhas, caçavam com arcos,
flechas, lanças e... magia. Adoravam as forças da natureza e os espíritos da
floresta (descritos como duses sem nome e sem rosto conhecido, serão chamados
de agora em diante de “Os Velhos Deuses”),
assim marcando sua fé venerando seus bosques sagrados. Uma clareira de seus
deuses continha um represeiro ou “árvore-coração”: uma árvore de madeira branca,
folhas vermelhas e um rosto esculpido no tronco... Os Filhos possuíam entre si
indivíduos feiticeiros denominados “videntes verdes”, dotados de grandes
poderes, entre eles poder controlar a consciência de qualquer animal e de ver
através dos olhos das árvores sagradas, sendo assim quase oniscientes...
Novos Inquilinos
Os
Filhos viveram sem contato com ninguém por mais ou menos oito mil anos, até que
um dia, vindos do leste e atravessando o Braço de Dorne (uma espécie de
Estreito de Behring) chegaram um povo armado com armas de bronze, cavalos e
suas idéias de monarquia. Eram os Primeiros
Homens, e logo que foram desbravando todo o território de Westeros,
começaram a guerrear contra os nativos pela posse de todo o território. Tanto
ficaram atemorizados os Primeiros Homens pelos rostos nas árvores, quanto os
Filhos, ao verem um inimigo poderoso e superior militarmente. Ambos os lados
sofreram perdas nessa guerra, sobretudo os nativos e ao fim, concordaram em
terminar a guerra, fazendo um pacto de aliança e não-agressão perpétuas. Os
“humanos” deixaram de lado seus deuses e passaram a seguir os deuses antigos, e
então construíram os primeiros reinos, inaugurando a “Idade da Alvorada”, mais ou menos 12000 anos antes de começar a história. (a
época anterior a essa não tem um nome próprio no livro, e a numeração eu mesmo
supus. É certo apenas os fatos posteriores da próxima época, de acordo com
Martin).
Quatro
mil anos se passaram, e veio um episódio conhecido como “A Longa Noite” e a posterior construção da Muralha pelo lendário Brandon Stark, “o Construtor” (também
fundador da dinastia dos “Reis do Norte”).
Mas um povo ainda superior belicamente (trazendo armas de ferro), vindos
de navios (novidades tecnológicas!) e com uma nova religião aportou no continente
e iniciou a conquista de todas as Casas dos Primeiros Homens. Denominados Ândalos e também vindos do leste, eles
trouxeram a Fé nos Sete Deuses, mais
semelhante com nossas religiões e dotadas de clero próprio (septões e septãs,
sempre lembrando que em tudo o número sete era soberano...).
Todos os reinos caíram então,
exceto o Norte que conseguiu repelir os invasores várias vezes, e das linhagens
dos Primeiros Homens sobraram algumas exceções ao Sul (como a Casa Royce no
Vale). Os Filhos da Floresta não foram
poupados dessa vez: os novos invasores quase os extinguiram, e cortaram com
fanatismo os rostos dos seus deuses. Ao Sul hoje pouco resta de represeiros
nativos, exceto em castelos ou áreas muito importantes. Os Filhos se refugiaram
ao Norte e Para-Lá-Da-Muralha, e no decorrer da história, hoje já ninguém sabe
se estão todos mortos, desaparecidos ou escondidos.
A Conquista
Após milhares de anos de
história, trezentos anos antes do começo do livro um conquistador desembarcou
em Westeros. Seu nome era Aegon, da
Casa Targaryen. Tratava-se de um
pequeno lorde, senhor da ilha de Pedra do Dragão, no Mar Estreito. Esse clã descendia
da extinta Cidade Franca de Valíria,
que no passado seus habitantes descobriram dragões e os adestrando, tornando-se
um grande império e a civilização mais avançada (chegando a produzir armas
mágicas feitas de um material indestrutível: o “aço valiriano”).
Ninguém sabe o que causou a
destruição de Valíria, pois no livro apenas se menciona um episódio chamado “A
Perdição”. Desse modo, os Targaryens eram os últimos descendentes da grande
cidade e possuíam os últimos dragões do mundo: Vhagar, Meraxes e Balerion. Com
essas “armas poderosas”, Aegon desembarcou em Westeros e reivindicou todo o
continente, inicialmente com poucos aliados e exércitos na maior parte de
mercenários. Um por um, seis dos reinos caíram restando apenas Dorne (que
motivos teriam esse povo a serem “superiores” a ponto desse conquistador
temê-los? ahsuahsuahsuhas brincadeira!). Começava então a dinastia dos
“reis-dragão”.
O reinado dos Targaryens durou
285 anos e nesse período, os antigos reis de cada região tornaram-se suseranos
representativos de cada região. Na Conquista, as casas que ao final renderam-se
ou apoiaram primeiramente Aegon mantiveram seus títulos e foram os primeiros
senhores de cada região, enquanto as que se opuseram totalmente foram substituídas.
Dorne se jfoi o último a se juntar ao reino, cem anos depois, através de um
casamento com a herdeira da região.
O último rei foi Aerys II “O
Louco” e então houve uma rearticulação no jogo de poder do continente: algumas Casas
tradicionais e poderosas perderam o prestígio e a poder econômico ao serem
leais ao seu soberano. Finalmente o livro começa catorze anos depois,
continuando o jogo de poder...
Bom, imagino que alguém ficou
perdido devido a tantos eventos, mas de fato esse é um livro de ir e voltar no
apêndice a todo momento, de você se situar na história depois de muito tempo e
de reler os capítulos iniciais duzentas vezes!
Uma unanimidade afirma, porém: “Se você conseguir ler as primeiras
oitenta páginas e não desistir, é um caminho sem volta! Vai querer ler tudo
rápido, tendo que reservar tempo na agenda para a leitura e vai se sobressaltar
de capítulo em capítulo, pois o autor brinca com nossos sentimentos”
E pra quem é fã mesmo, a abertura e um trailer da segunda temporada... Menos de duas semanas!!!



