segunda-feira, 19 de março de 2012

Game of Thrones... Intro




Começando uma série de posts abordando os livros/série ‘Game of Thrones’ no universo criado pelo escritor George R. R. Martin, primeiramente vou expor a história para depois fazer uma abordagem dos elementos da série, de fã e devaneador...


                "Geografia" e os nativos de Westeros


No mundo criado por Martin, temos basicamente três continentes: Westeros, Essos e Sothoryos. Nossa história se passa quase integralmente em Westeros, pois o enredo se trata das tramas, lutas e bastidores dos Sete Reinos, de personagens vindos de diferentes famílias, cada um com sua história e perfil próprios. (Muhahahaha!). Sobre o continente, destacarei dez áreas, sendo que apenas os sete primeiros domínios dão nome ao “país”: o Norte (até a Muralha), Terras do Rio Tridente (Centro), Vale de Arryn (Nordeste), O Rochedo (Oeste), A Campina (Centro Sul), A Baía dos Naufrágios ou A Tempestade (Sudeste), Dorne (Sul, parte mais meridional), e mais as Ilhas de Ferro (Noroeste), Para-Lá-da-Muralha (até as terras não mapeadas), Pedra do Dragão (e demais ilhas no “Mar Estreito”, a Leste).

                Partindo da teoria geográfica da Deriva Continental, a meu ver o mundo de Martin um dia também foi um só, separando-se posteriormente e originando todas as áreas. Em (eu diria) 20 mil anos, surge o primeiro povo nativo de Westeros, os chamados Filhos da Floresta. Descritos como homens baixinhos, de pele escura, vestiam-se com folhas, caçavam com arcos, flechas, lanças e... magia. Adoravam as forças da natureza e os espíritos da floresta (descritos como duses sem nome e sem rosto conhecido, serão chamados de agora em diante de “Os Velhos Deuses”), assim marcando sua fé venerando seus bosques sagrados. Uma clareira de seus deuses continha um represeiro ou “árvore-coração”: uma árvore de madeira branca, folhas vermelhas e um rosto esculpido no tronco... Os Filhos possuíam entre si indivíduos feiticeiros denominados “videntes verdes”, dotados de grandes poderes, entre eles poder controlar a consciência de qualquer animal e de ver através dos olhos das árvores sagradas, sendo assim quase oniscientes...

Novos Inquilinos

                Os Filhos viveram sem contato com ninguém por mais ou menos oito mil anos, até que um dia, vindos do leste e atravessando o Braço de Dorne (uma espécie de Estreito de Behring) chegaram um povo armado com armas de bronze, cavalos e suas idéias de monarquia. Eram os Primeiros Homens, e logo que foram desbravando todo o território de Westeros, começaram a guerrear contra os nativos pela posse de todo o território. Tanto ficaram atemorizados os Primeiros Homens pelos rostos nas árvores, quanto os Filhos, ao verem um inimigo poderoso e superior militarmente. Ambos os lados sofreram perdas nessa guerra, sobretudo os nativos e ao fim, concordaram em terminar a guerra, fazendo um pacto de aliança e não-agressão perpétuas. Os “humanos” deixaram de lado seus deuses e passaram a seguir os deuses antigos, e então construíram os primeiros reinos, inaugurando a Idade da Alvorada, mais ou menos  12000 anos antes de começar a história. (a época anterior a essa não tem um nome próprio no livro, e a numeração eu mesmo supus. É certo apenas os fatos posteriores da próxima época, de acordo com Martin).
                Quatro mil anos se passaram, e veio um episódio conhecido como “A Longa Noite” e a posterior construção da Muralha pelo lendário Brandon Stark, “o Construtor” (também fundador da dinastia dos “Reis do Norte”).  Mas um povo ainda superior belicamente (trazendo armas de ferro), vindos de navios (novidades tecnológicas!) e com uma nova religião aportou no continente e iniciou a conquista de todas as Casas dos Primeiros Homens. Denominados Ândalos e também vindos do leste, eles trouxeram a Fé nos Sete Deuses, mais semelhante com nossas religiões e dotadas de clero próprio (septões e septãs, sempre lembrando que em tudo o número sete era soberano...). 
Começava a Idade dos Herois, resultando na formação dos sete reinos atuais, e sua soberania duraria até trezentos anos antes da história. 

Todos os reinos caíram então, exceto o Norte que conseguiu repelir os invasores várias vezes, e das linhagens dos Primeiros Homens sobraram algumas exceções ao Sul (como a Casa Royce no Vale).  Os Filhos da Floresta não foram poupados dessa vez: os novos invasores quase os extinguiram, e cortaram com fanatismo os rostos dos seus deuses. Ao Sul hoje pouco resta de represeiros nativos, exceto em castelos ou áreas muito importantes. Os Filhos se refugiaram ao Norte e Para-Lá-Da-Muralha, e no decorrer da história, hoje já ninguém sabe se estão todos mortos, desaparecidos ou escondidos.

A Conquista

Após milhares de anos de história, trezentos anos antes do começo do livro um conquistador desembarcou em Westeros. Seu nome era Aegon, da Casa Targaryen. Tratava-se de um pequeno lorde, senhor da ilha de Pedra do Dragão, no Mar Estreito. Esse clã descendia da extinta Cidade Franca de Valíria, que no passado seus habitantes descobriram dragões e os adestrando, tornando-se um grande império e a civilização mais avançada (chegando a produzir armas mágicas feitas de um material indestrutível: o “aço valiriano”).
Ninguém sabe o que causou a destruição de Valíria, pois no livro apenas se menciona um episódio chamado “A Perdição”. Desse modo, os Targaryens eram os últimos descendentes da grande cidade e possuíam os últimos dragões do mundo: Vhagar, Meraxes e Balerion. Com essas “armas poderosas”, Aegon desembarcou em Westeros e reivindicou todo o continente, inicialmente com poucos aliados e exércitos na maior parte de mercenários. Um por um, seis dos reinos caíram restando apenas Dorne (que motivos teriam esse povo a serem “superiores” a ponto desse conquistador temê-los? ahsuahsuahsuhas brincadeira!). Começava então a dinastia dos “reis-dragão”.
O reinado dos Targaryens durou 285 anos e nesse período, os antigos reis de cada região tornaram-se suseranos representativos de cada região. Na Conquista, as casas que ao final renderam-se ou apoiaram primeiramente Aegon mantiveram seus títulos e foram os primeiros senhores de cada região, enquanto as que se opuseram totalmente foram substituídas. Dorne se jfoi o último a se juntar ao reino, cem anos depois, através de um casamento com a herdeira da região.
O último rei foi Aerys II “O Louco” e então houve uma rearticulação no jogo de poder do continente: algumas Casas tradicionais e poderosas perderam o prestígio e a poder econômico ao serem leais ao seu soberano. Finalmente o livro começa catorze anos depois, continuando o jogo de poder...

Bom, imagino que alguém ficou perdido devido a tantos eventos, mas de fato esse é um livro de ir e voltar no apêndice a todo momento, de você se situar na história depois de muito tempo e de reler os capítulos iniciais duzentas vezes!  Uma unanimidade afirma, porém: “Se você conseguir ler as primeiras oitenta páginas e não desistir, é um caminho sem volta! Vai querer ler tudo rápido, tendo que reservar tempo na agenda para a leitura e vai se sobressaltar de capítulo em capítulo, pois o autor brinca com nossos sentimentos”
E pra quem é fã mesmo, a abertura e um trailer da segunda temporada... Menos de duas semanas!!!

Um comentário:

  1. Sobre as imagens, temos depois do mapa do mundo, Ned Stark no bosque sagrado de Winterfell, a Muralha, o Ninho da Águia ou "The Eyrie" em inglês, Tyrion Lannister (representando a "Idade dos Herois"??! hasuahsuahsuahsuhasuhas) o brasão e lema da Casa Targaryen e Porto Real (King's Landing) a capital que foi construída no ponto aonde Aegon primeiramente pisou em Westeros

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